Reorganizando as prioridades! Sendo Prioridade!

*** Prepara que lá vem história ***

Chega um momento na vida em que quase tudo nos satura. Seja o emprego, o relacionamento amoroso, as amizades, o modo de ver a vida… Enfim, sempre há algo que não se adapta ao ser que nos tornamos. E o tempo vai passando e você se vê sempre tendo que agradar alguém (sejam os pais, namorado, marido, filhos, amigos ou mais quem faça parte da sua vida) e esquecendo do principal: você!

E você acorda diariamente cansada, o corpo pede calma, a mente pede calma e você não sabe de onde retirar tanta calma que o corpo pede, implora… Sua imagem no espelho já não reflete mais aquela pessoa ‘iluminada’ que você foi um dia, as marcas da idade chegam e você se sente em uma infinita piscina de ondas, onde não há intervalos, nem mesmo para recuperar o folego!

E os compromissos que a sociedade lhe impõe com a chegada da “maturidade”? Tem a carreira, tem o planejamento do futuro, questões financeiras, os amores “não” podem mais ser passageiros (sim, podem sim!), as vezes chegam os filhos em um momento inesperado (meu caso) e todos, ou quase todos, aqueles planos que um dia te deram energia para levantar-se a cada manhã, se tornam mais e mais distantes… Droga, você tem que seguir os protocolos sociais!

Mas essa chorumela toda é para justificar que mais uma vez chutei o balde e joguei a toalha! Mais uma vez encerrarei um ciclo que não me deixa feliz. Embora a advocacia mexa com o meu ego e, no fundo, até acho que eu tenha um amor por ela, nossa relação sempre será de amor e ódio! Mas eu estou cansada, preciso de tempo para mim, colocar minha cabeça e coisas que amo (e isso inclui o blog) em primeiro lugar. Se arrumei outro emprego?! Não! Vou me dar esse tempo, preciso desse tempo… Aguardo muito por ele! São mais de dois anos sem férias, sem feriados prolongados, sem retorno financeiro e profissional… Sem tempo para mim e nem para a minha pequena! Então a partir do dia 30 estarei me doando totalmente ao que me faz bem e vamos que vamos!

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Depois que virei mãe!

      A maternidade chegou para mim de mansinho, sem dar alarde e me jogou em um mundo desconhecido de cabeça, de supetão e cheio de desafios. Foram oito meses (porque eu só descobri a gestação depois do primeiro mês) de preparo, de descobertas sobre o meu corpo e mente, de aprendizado sobre o novo mundo que me aguardava e uma avalanche de sentimentos que jamais, nem nos mais surreais dos sonhos eu poderia imaginar. Justo eu, que nunca tive intimidade com crianças, que não sabia nada acerca da infância a não ser a que fora vivenciada por mim e com lembranças remotas guardadas na caixinha de aprendizado. E quando não, me deparo com um ser frágil, inocente, cheio de amor e ainda, que requer muito mais amor que o mundo poderia imaginar.

      Como foi difícil entender que o ritmo deveria diminuir, como foi difícil passar por cima do meu egoísmo e passar a me doar mais do que me permitir receber. A maternidade vai muito mais além do que conceber um filho, muito mais além do que amar alguém. A maternidade é o início de uma guerra interna, onde seus valores e sua concepção de mundo vão por água abaixo, destroçando qualquer fundo de verdade no qual você lutou a vida inteira.

      E hoje, quase um ano e meio depois de todos esses desafios, chegou a hora de dar a primeira corda para esse serzinho que eu gostaria de guardar em uma redoma de vidro. Chegou a hora de compartilhá-la com o mundo, deixá-la conhecer o universo infantil, chegou a hora das lágrimas a cada vez que eu deixá-la na escolinha. É, a vida e o aprendizado continuam!